quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eu queria ser Cartier Bresson!

Novíssima. Acabei de escrever (em 05 de novembro de 2008).

Eu queria ser Cartier Bresson!
Paulo Cezar Guimarães

Pô, gente,
Barbosa é nome de personagem
de programa de humor na televisão.



RECEBO UMA MENSAGEM na Internet de um colega jornalista chamado Colin Foster. Ele é muito gentil, como o próprio nome sugere, e começa dando “boa noite”. Escreveu que gostou muito do meu artigo “(quase) todo repórter é mal-educado e (quase) todo assessor de Imprensa é um chato”. Lembrou que histórias de jornalistas são sempre muito boas, e que, por ele, ficaria lendo e ouvindo histórias do tipo a noite toda.... E completou: “e compartilhando com minha pouca experiência”.

Colin escreveu ainda: “No caso eu me imaginei na redação do site atendendo o telefone desse jeito. Como lá é bem pequeno ainda, e o pessoal é muito jovem, acho que não daria certo atender desse jeito, nem que estivessem perturbando muito hehe...”. Eu nunca imaginei que um dia tivesse um leitor chamado Colin Foster e que um dia seria elogiado por ele. Parece nome de presidente americano, sô!

Falar em nomes bacanas, não me amarro muito no meu sobrenome Guimarães. E ainda tem um Barbosa no final! Pô, gente, Barbosa é nome de personagem de programa de humor na televisão. Tipo assim: “Seu Barbosa”. E Guimarães é nome de dono de quitanda. Por que minha mãe não me chamou de Cartier Bresson?

Aliás, conheci um repórter do JB, nos anos 80, que se chamava (deve se chamar ainda, se não mudou para Paulo Cezar Guimarães II) Bruno Cartier Bresson. Isso não é nome, é uma grife. E o cara ainda era (deve ser ainda) louro, de olhos claros, alto; e com um nome desses deve ser rico. Ninguém é pobre com esse nome. Não combina.

E antes que alguém que não me conhece pense alguma gracinha, vou logo avisando: sou “maxxxo” com três xis. Mas eu dava QUASE tudo para ser louro, de olhos azuis, alto, sarado e rico. E com uma conta na Suíça, claro; pois ninguém é de ferro.

Tive outros amigos de nomes pomposos: Charles James Henderson e Lanning Elwis. Os dois já se foram desta para melhor. Trabalhei junto com o Charles na Souza Cruz. Lanning foi meu colega em O Globo e chegamos a montar uma sociedade numa agência de Comunicação, a Portafolio (o nome foi idéia dele). Lanning era uma figuraça. Volto a escrever mais sobre ele. Mas vi de perto uma história incrível desse porra louca filho de ingleses.

Apresentei Alberto Bisoni, um antigo amigo meu, designer, filho de italianos, casado com uma inglesa, ao Lanning. Bisoni morou anos na Inglaterra, domina o idioma de Shakeaspeare e John Lennon, e saiu comigo e com o Lanning para almoçar. Os dois conversaram muito em inglês durante o almoço e fiquei sem entender bulhufas, pois meu inglês não passa muito de “the book is on the table”. Ao se despedir de Lanning, Bisoni me chamou num canto e perguntou:

“Qual é a desse seu amigo? O cara ficou testando o meu inglês no almoço! Usou um monte de expressões idiomáticas, gírias e o cacete a quatro”.

Dias depois, falei com o Lanning:

“Meu amigo disse que...”.

“Já sei. É que eu queria saber se ele sabe mesmo falar inglês...”.

Voltando aos nomes ilustres. Tenho uma amiga jornalista e historiadora que se chama Joelle Rouchou. E ainda é bonita, charmosa, elegante, simpática, inteligente, competente...

Ah se eu me chamasse Cartier Bresson!