
There are little animals walking in my head!
Paulo Cezar Guimarães
(Ilustração: Tiburcio)
Supositório. Isso mesmo... Su-po-si-tó-rio. E de glicerina ainda por cima. Sônia jura que não fez nenhum gesto mais... digamos assim...abundante.
ESTAVA EM FORTALEZA e o celular tocou:
- Paulo Cezar: aqui é a Letícia, da produção do Jô e...
- Que sacanagem é essa? Qual é a gozação? Eu estou de férias e...
- É sério!
- Sério o cacete! Aposto que foi o Maurício Menezes que mandou você passar um trote em mim.
- Não, Paulo, é verdade. Quem me deu o seu telefone foi o Wilson Baroncelli. Eu realmente trabalho na produção do Jô Soares e você mandou uma carta sobre um médico que...
Lembrei. Realmente, há alguns meses, passei uma sugestão de pauta para o programa do Jô, a respeito de um médico amigo que escreveu um dicionário sobre doenças em diversos idiomas, chamado "Passaporte da Saúde". O autor, Tanus S. Tauk, é uma figura muito engraçada, que freqüenta os restaurantes com a sua própria ambulância. Quer dizer, se passar mal tem seu próprio veículo para ir ao hospital.
No livro, a gente fica sabendo que enxaqueca em espanhol é jaqueca, dor de cabeça em italiano é mal de testa e gastrite em alemão é magenentzündung. Até folhear o livro, eu sabia apenas que dor de cabeça em inglês é headache. Quem não se lembra? Minha professora fazia questão da pronúncia exata: "rédeique" - e bem acentuado no primeiro e.
Mas não é necessário ir tão longe no tempo para lembrar situações inusitadas que passei por não saber o nome de dores em outros idiomas. Certa vez, em Paris, precisei comprar um remédio para prisão de ventre. E isso é coisa que se tenha fora do Brasil? Não tinha a mínima idéia do nome daquele treco em francês. Pensei até em juntar dois dedos de cada mão - insinuando uma grade como se fosse uma prisão – e soprar - imaginando o vento. Vento, ventre... sei lá. Achei que seria ridículo. Voltei sem o remédio. Acabo de ler no livro do Tanus que prisão de ventre em francês é constipé.
Mas não é apenas o papai aqui que passa ou já passou esse tipo de mico. Minha amiga Adriana, que trabalhou na Esso, contou-me duas histórias hilárias. Na primeira delas, também em Paris - e todos nós sabemos o quanto é difícil precisar de algum tipo de ajuda em Paris -, precisou comprar um chá de própolis e não tinha a mínima idéia de como pedir. No desespero, tentou apelar para o inglês:
- Bee making honey... - e ainda ilustrou, imitando uma abelhinha batendo asas.
Era só ter pedido "propolís"- bem francês, acentuando no i.
Adriana jura que o outro caso também é verdadeiro. Em Amsterdã, uma amiga cismou que estava com piolho - com certeza, uma das palavras mais feias da língua brasileira. E como é que se diz piolho em qualquer outro idioma? A amiga de Adriana bem que tentou facilitar:
- There are little animals walking in my head...
Em tempo: piolho em inglês é lice ou louse, em francês pou, em espanhol piojo, em alemão laus e em italiano pidocchio.
Tem também aquela da Sônia Cunha e da Ana Celano em Nova Iorque. Ah, essas mulheres!
Imaginem o que elas resolveram comprar em um país de língua estrangeira?
Supositório. Isso mesmo... Su-po-si-tó-rio. E de glicerina ainda por cima. Sônia jura que não fez nenhum gesto mais... digamos assim...abundante.
- E olha que era uma coisa bem simples. Era só pedir "glaicerina"... - esclarece Ana.
E ainda dá uma deixa.
- Pede à Sônia para te contar a história do "big ear" (orelhão) em Nova Iorque...
9 comentários:
http://br.youtube.com/watch?v=MQGEtpZ2sLA
PC, ainda sonha com elas??? rsrsrs!
Tá ficando velho(desculpe... experiente), já trabalhou em mais de 15 jornais pow!!!
http://br.youtube.com/watch?v=eNbcbs0ReEw
Abs!
Fala Grande PC! Vi a notinha no Gente Boa e dei uma passadinha por aqui. Parabéns e abraço, Gerson ( ex-FACHA...RS)
Valeu, Gerson! Obrigado pela visita e comentário. O que você está fazendo nos Pampas?
Vou lá ver, Vinicius.
Caraca, Vinicius! Como vc foi resgatar isso?! Já tinha até esquecido.
Parabéns, PC!
Com três blogs, agora, só falta ter orkut!! hehehe
Sucesso!!
Bjoss
Que mané orkut (rs) E a que horas vou dormir? Ai meus dedos!
Brigadu!
bjoca
Não há quem não goste de Paris, até o Pèrelachaise vale a visita para apostar quem encontra o Jim Morrison primeiro, mas tem um problema, muitos pontos altos, Torre, Arco, Sacre Couer, mas tem um pessoal que fica alí para os lados do Marais que sempre sai com o pescoço doendo mais.
Léo
Vive la Place des Voges!
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